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quinta-feira, 25 de março de 2021

MÉDICOS RELATAM ESTRAGOS DO KIT COVID NOS RINS




Medicamentos do "kit covid", que não têm eficácia comprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus, já provocaram graves danos aos rins de pacientes, segundo profissionais de saúde que trabalham na linha de frente do combate à pandemia. O kit é composto, principalmente, por quatro remédios: hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e anticoagulantes.

A combinação dos remédios é considerada "uma bomba" no corpo pelos médicos e pode causar desde hemorragias até hepatite medicamentosa. Há pacientes na fila de transplante de fígado depois de terem tomado o kit, conforme revelou reportagem recente do jornal "O Estado de S. Paulo".

Os médicos, no entanto, ressaltam que o diagnóstico da hepatite causada pelos medicamentos, principalmente a ivermectina, é feito de maneira criteriosa individualmente nos pacientes. Até o momento, não há um levantamento oficial sobre esse cenário.

Mas, de acordo com os relatos de profissionais de saúde, o kit pode estar diretamente relacionado aos danos graves no fígado e rins dos pacientes que chegam às UTIs depois de terem tomado os remédios. Nas últimas semanas, tem aumentado o número de pessoas nesta situação.

O "kit covid" ficou famoso por causa do governo federal. O presidente Jair Bolsonaro e o Ministério da Saúde já defenderam o uso dos medicamentos como solução para a pandemia de covid-19. Recentemente, a equipe tentou desembarcar do discurso, mas o presidente ainda defende o "tratamento precoce", que inclui parte desses medicamentos comprovadamente ineficazes.

Aumento das vendas

Segundo o CFF (Conselho Federal de Farmácia), o total de unidades vendidas de ivermectina subiu 557% em 2020 em comparação com 2019, sendo dezembro o mês recordista de vendas da droga.

A AMB (Associação Médica Brasileira) divulgou uma nota afirmando que o uso de cloroquina, ivermectina e de outros fármacos recomendados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para tratamento ou prevenção da covid-19 deve ser banido.

O coordenador de assistência do Hospital das Clínicas da Unicamp, Plínio Trabasso, afirma que os medicamentos podem causar um "efeito cascata" no corpo do paciente. O próprio HC da Unicamp afirmou ter registrado uma morte relacionada ao "kit covid".

De acordo com ele, a recomendação é não usar medicamentos que não tenham comprovação científica contra o coronavírus.

Trabasso diz que o uso dos medicamentos combinados por um longo período começa comprometendo o fígado, responsável por filtrar tudo o que ingerimos, causando uma grave inflamação por excesso de medicamentos —a hepatite medicamentosa. Quanto mais tempo e maior a quantidade que o paciente tomar dos remédios, pior deve ser o grau da infecção.

A consequência é um comprometimento do trabalho dos rins, que também filtram e regulam a quantidade de compostos presentes no organismo, e podem até parar de funcionar. Os pacientes que chegam a esse estágio começam a apresentar urina com "cor de café" e uma dor "insuportável" para urinar, afirma o médico.

Os profissionais de saúde consultados pela reportagem ainda relatam que os pacientes nesse estágio podem ficar inchados, da cabeça aos pés, e soltar líquidos por todo corpo, como um suor intermitente.

Tudo isso porque essas medicações têm efeitos colaterais, como qualquer remédio. Mas com algumas diferenças: quando você faz um coquetel de remédios, você potencializa os efeitos adversos de todos, faz com eles se combinem. No caso da covid, você ainda está tomando uma quantidade absurda de remédios que sequer fazem efeito para a doença. O único 'ganho' é o risco de ter um quadro mais grave.

O próprio tratamento fica mais difícil porque os remédios fazem com que o sistema imunológico fique "super-resistente" a outros remédios. Nem os antibióticos mais fortes costumam fazer efeito, relatam os profissionais de saúde. O fim pode ser uma septicemia, a infecção generalizada do corpo, levando à morte.

Fonte: Uol

sábado, 20 de fevereiro de 2021

PREFEITA DE ARAIOSES É INVESTIGADA POR FURAR FILA DA VACINA CONTRA A COVID-19



A prefeita de Araioses, Luciana Marão Félix, está sendo investigada por ter supostamente furado a fila da vacina contra a Covid-19.

O inquérito civil foi instaurado pelo promotor de Justiça John Derrick Barbosa Brauna após denúncia ter sido enviada à 1ª Promotoria de Justiça de Araioses.

Ainda de acordo as informações, a secretária de saúde do Município, Aila Maria dos Santos Freitas também está sendo alvo da investigação pelo mesmo motivo.

O Parquet relatou na Portaria publicada no Diário Eletrônico que a prefeita e titular da Saúde foram vacinadas contra o COVID-19 sem se enquadrarem nos requisitos a que se submetem os demais cidadãos, num momento em que o número de vacinas destinadas à população ainda é insuficiente para todos.

A quebra da ordem de vacinação pode configurar tanto ilícito administrativo como penal, cuja investigação se dará no foro próprio.

Para iniciar as investigações, o promotor de Justiça solicitou que a Secretaria de Saúde envie em 10 dias a lista completa de todos os imunizados contra a COVID-19 e suas respectivas identificações, nesta primeira fase da campanha de vacinação no Município até a data de hoje, inclusive com os cargos que exercem, se servidores públicos.

John Brauna também pediu a cópia do Plano Municipal de Imunização, no qual conste exatamente quais grupos da população e quantas pessoas inclusas neles serão imunizadas nesta primeira.

Fonte: Neto Ferreira

PODER JUDICIÁRIO RESTRINGE ATENDIMENTO PRESENCIAL



O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Lourival Serejo, assinou a Portaria nº 1482021, nesta sexta-feira (19), para restringir o atendimento presencial no âmbito do Poder Judiciário do Maranhão, em face da evolução dos casos de Covid-19 no Estado.

A decisão considera o caráter essencial da atividade jurisdicional e a necessidade de assegurar a continuidade das atividades do Poder Judiciário do Estado do Maranhão, sem prejuízo à saúde de magistrados, servidores, estagiários, colaboradores, agentes públicos, advogados e usuários em geral.

TRABALHO PRESENCIAL

Segundo a Portaria nº 1482021, as unidades judiciárias e administrativas continuarão em trabalho presencial, no horário das 8h às 15h, até o dia 31 de março de 2021, com no mínimo dois servidores por unidade ou órgão, respeitado o limite máximo de 25% (vinte e cinco por cento) dos seus quadros, mediante sistema de rodízio que será definido por gabinete, secretaria, diretoria, unidade judiciária e administrativa do 1º grau e do 2º grau.

ATENDIMENTO PRESENCIAL

O atendimento presencial, restrito aos profissionais da área jurídica, acontecerá no horário das 8h às 13h, mediante prévio agendamento junto à unidade judiciária ou administrativa respectiva, por e-mail ou telefone informados no sítio do Tribunal de Justiça do Maranhão, desde que comprovada a impossibilidade de prestação do serviço solicitado de forma virtual.

Os setores de protocolo e distribuição permanecerão atendendo de forma presencial aos profissionais da área jurídica no horário das 8h às 13h, independentemente de agendamento.

Fica a critério de cada magistrado a manutenção das audiências presenciais já designadas.

Fonte: Tribunal de Justiça do MA

ARTISTAS E AGREMIAÇÕES DO CARNAVAL VÃO RECEBER AUXÍLIO EMERGENCIAL PAGO PELA PREFEITURA



Na noite de sexta-feira (19), o  prefeito de São Luís, Eduardo Braide, anunciou que encaminhou para a Câmara de Vereadores de São Luís, um projeto criando o Auxilio Municipal Emergencial – Carnaval de São Luís, para artistas e agremiações que não puderam faturar no período momesco deste ano, por conta da pandemia.

Braide vai destinar R$ 1 milhão para ser distribuído entre artistas e agremiações. O valor do auxílio vai variar de R$ 1 mil à R$ 10 mil.

“Não teve carnaval. Mas sem apoio nossos artistas e agremiações não vão ficar. Encaminhei à Câmara, o PL que cria o Auxílio Municipal Emergencial – Carnaval de São Luís. Será R$ 1 milhão. O auxílio vai de R$ 1 mil à R$ 10 mil. Nossos artistas e agremiações culturais merecem”, afirmou.

Veja o vídeo abaixo:



terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

"NÃO HÁ RAZÃO PRA LOCKDOWN AGORA", DIZ SECRETÁRIO DE FLÁVIO DINO



O secretário de Estado da Indústria e Comércio do Maranhão, Simplício Araújo – um dos responsáveis pelo diálogo com empresários sobre medidas sanitárias no estado – comentou há pouco o pedido de defensores públicos para que seja decretado novo lockdown pela Justiça maranhense como forma de conter o avanço de uma segunda onda da Covid-19.

Segundo ele “não há razão para medida extrema, nesse momento”.

“Sobre o pedido de Lockdown, em se tratando de uma ação judicial, respeitamos a autonomia do Judiciário. Mas consideramos que, em face dos esforços da equipe do governo e dos profissionais da saúde, não há razão para a medida extrema, nesse momento. Precisamos de muito diálogo agora”, afirmou.

Fonte: Gilberto Léda

"VAMOS CONTINUAR AUTUANDO", DIZ PROMOTOR CLÁUDIO GUIMARÃES SOBRE AGLOMERAÇÕES



O promotor de justiça Cláudio Guimarães, do Controle Externo da Atividade Policial de São Luís-MA, disse que as fiscalizações serão rigorosas sobre a aglomeração em festas e poluição sonora na capital.

“Vamos continuar atuando da mesma forma para coibir a prática de poluição sonora e outros crimes na ilha de São Luís”, disse Guimarães.

No último fim de semana, a Operação Harpócrates interditou três bares de São Luís por infração às medidas sanitárias: Quartetto (Calhau), Woodstock (Lagoa da Jansen) e Bbemilounge (Ponta d’Areia). Havia aglomeração em todos os três locais. Os referidos estabelecimentos tiveram a licença de funcionamento cassada.

Os proprietários e produtores dos bares Quartetto, Woodstock, e Bbemilounge vão responder pelo crime do artigo 268 do Código Penal, que trata da infração à determinação do Poder Público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena prevista é de detenção, de um mês a um ano, e pagamento de multa.

Na ação, também foram presos os proprietários da Choperia Faz Parte e do bar Caminho de Casa, ambos localizados na Avenida Santos Dumont, e da Associação do Boi da Mata (Mata), todos flagrados cometendo crime de poluição sonora. A ação teve início na noite de sábado encerrando na manhã de domingo.

Por crime de poluição sonora, também foram presos três motociclistas e o proprietário de um veículo. A fiança dos proprietários dos bares Choperia Faz Parte e Caminho de Casa e da Associação do Boi da Mata e do condutor do automóvel foi de R$ 5 mil. A dos motociclistas, R$ 1.100,00.

A Operação Harpócrates é realizada pelo Ministério Público do Maranhão em parceria com as polícias Civil e Militar e com o Corpo de Bombeiros. Também participam agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) e do Instituto de Criminalística (Icrim).

Fonte: Luís Pablo

DEFENSORES PÚBLICOS ESTADUAIS PEDEM QUE JUSTIÇA DECRETE LOCKDOWN DE 14 DIAS NO MARANHÃO



Os defensores públicos estaduais Clarice Binda, do Núcleo de Direitos Humanos, Cosmo da Silva, do Núcleo de Defesa da Saúde, da Pessoa com Deficiência e da Pessoa Idosa, e Diego Bugs, do Núcleo Regional da Raposa, protocolaram no fim da noite de ontem (1º) pedido para que a Justiça obrigue o Governo do Maranhão e todas as prefeituras do estado a decretarem lockdown em todos os municípios maranhenses por 14 dias.

O caso será julgado pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

Segundo os defensores, houve flexibilização de medidas de distanciamento social nos últimos meses, e um relaxamento por parte da população – além da falta de fiscalização por parte do poder público.

“Ocorre Exa. que, infelizmente, com o passar do tempo, o cenário de controle da pandemia no estado do Maranhão mudou. Nos últimos meses, com a estabilização do contágio, houve uma flexibilização das medidas de restrição de circulação e, principalmente, devido as festividades do fim do ano de 2020, a população passou a viver como se o vírus não estivesse mais em circulação no nosso estado”, destacam.

Para eles, o ideal é trancar todos em casa, restringir a circulação de veículos, reduzir o número de trajetos do transporte aquaviário intermunicipal, limitar o funcionamento do transporte público urbano e usar as forças policiais para fazer cumprir o decreto, caso determinado pela Justiça.