O Brasil ocupa o terceiro lugar entre os países com maior incidência de spam, como são chamados aqueles e-mails e SMS com "ofertas imperdíveis" de lojas que você nem conhece e nem pediu por aquilo.
O dado vem de um relatório anual da empresa de segurança Symantec, divulgado nesta quinta-feira (29), que registrou atividades das ameaças em mais de 157 países e territórios.
Além do spam, o país de Neymar ficou em quarto lugar em uso de bots, robôs de programação que imitam o comportamento humano; e sétimo em criptojacking, a nova categoria de golpe que usa o desempenho de seu computador ou celular para minerar criptomoedas, como o bitcoin, para outras pessoas.
No ano passado, a ascensão acelerada do bitcoin fez com que golpes que sequestram o processamento de aparelhos para minerar criptomoedas tenham aumentado mundialmente em 8.500% em 2017, segundo a Symantec. Esse tipo de ameaça pode deixar dispositivos mais lentos, superaquecer baterias e, em alguns casos, inutilizar dispositivos.
Dos 157 países analisados pela Symantec, o Brasil é o 7º que mais gera ataques cibernéticos como um todo, atrás de Estados Unidos, China, Índia, Rússia, Alemanha e Japão. Na América Latina, o país ocupa a primeira posição, com 3,39% dos ataques globais. O México, que é o segundo país da região, gera menos da metade, 1,20%.
A boa notícia para o Brasil é que o país melhorou no quesito malware: caiu da sexta para a 13ª colocação no ranking global de 2016 para 2017. Outra melhora ocorreu em ataques de redes, indo do segundo lugar em 2016 para a oitava posição em 2017.
Em outra pesquisa recente da Kaspersky, o Brasil ficou em 2017 no topo do ranking mundial de phishing, com 29,02% de usuários de soluções antivírus da empresa afetados. Phishing é a categoria de golpe em que mensagens enganosas convencem a pessoa a clicar em links maliciosos ou fornecer dados pessoais.
Fonte: Uol

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