Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, Lula tende a influenciar o voto de parcela significativa do eleitorado, principalmente o Nordeste e nas classes mais pobres, vantagem que o PT deverá explorar.
Segundo o Datafolha, 35% dos eleitores de Lula declararam votar em branco, nulo ou não saber que candidato escolher no cenário em que o petista é tirado da lista de presidenciáveis.
Outros 29% se dividem entre a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT).
O restante se fragmenta em nomes como o do apresentador de TV, Luciano Hulk; o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
Se há um sucessor natural dos votos petistas, Lula se mantém um cabo eleitoral invejável. No Nordeste, 46% dizem que votariam com certeza em um presidenciável apoiado por ele.
Entre os que ganham até dois salários mínimos, 36% afirmam ter convicção em escolher o candidato ungido por Lula.
"O ex-presidente Lula, preso ou não, candidato ou não, será um ator estratégico da eleição de 2108. Embora toda essa chafurdação em torno do nome dele, ele sobrevive. E o lulismo também sobrevive sem ele. Isso significa que o eleitor vai procurar qual é o candidato que vai representar essa agenda defendida pelo PT e pelo lulismo. Quando esse nome aparecer, Lula passa a ser, como sempre foi, um forte cabo eleitoral", projeta o cientista político Adriano Oliveira, professor da UFPE e especialista em pesquisas eleitorais.
Na avaliação de Priscilla Lapa, professora de Ciências Políticas da Faculdade de Ciências Humanas de Olinda (Facho), "não necessariamente esse herdeiro vai ser do PT. O lulismo é muito maior do que o Partido dos Trabalhadores."
Ganhe desconto de 5% nas viagens (individual/casal). Basta dizer que viu o anúncio no
Blog do Henrique Paz



Nenhum comentário:
Postar um comentário