Cinco meses após o anúncio do reajuste do Piso Salarial dos Professores, feito pelo MEC, e sem previsão para ser concedido em São José de Ribamar, o sindicato dos professores, Sinproesemma, temendo a repetição do que aconteceu em 2017, resolveu anunciar Paralisação da classe para o próximo dia 10, com concentração na Praça do Cruzeiro, no centro da cidade.
Além do reajuste de 6,81%, os professores estão exigindo outros direitos que não estão sendo cumpridos pelo prefeito, entre eles, promoções, progressões, difícil acesso, entre outras exigências.
No ano passado, após várias ameaças de greve, o prefeito Luís Fernando Moura da Silva (PSDB) concedeu o reajuste que deveria ser dado em janeiro, apenas em agosto, causando prejuízo correspondente a pelo menos 50% de um salário do ano, já que não foram pagos os retroativos com data-base do início do ano.
A Educação no município vive um verdadeiro caos, e promessas de campanha até hoje não foram cumpridas. No ano passado, professores ficaram esperando o 14ª salário prometido por Luís Fernando durante o período eleitoral, mas ficou apenas na promessa.
A situação é tão precária, que em dezembro do ano passado, alunos denunciaram que no Liceu Ribamarense, pais tinham que fazer vaquinha para comprar merenda escolar.
Já no Turiúba e Novo Miritiua, pais tiveram que passar a madrugada na fila, na tentativa de conseguir matricular seus filhos.
Luís Fernando, prefeito de São José de Ribamar
Enquanto os professores lutam para garantir reajuste de 6,81%, o prefeito sancionou, no mês de abril, lei que lhe garante diárias de cerca de R$ 1.521,00, um verdadeiro tapa na cara dos educadores.
Fonte: Maramais


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